San Ignacio fica no oeste de Belize, no distrito de Cayo, nas margens do rio Macal, a 101 km de Belize City e a 35 km da capital, Belmopan. Junto com a cidade irmã Santa Elena, do outro lado do rio, forma o terceiro maior núcleo urbano do país, com quase 18 mil moradores pelo censo de 2010. É o centro cultural e econômico do distrito e a principal base para quem quer ver ruínas maias e cavernas no interior do país, longe do litoral caribenho. A cidade nasceu da exploração de mogno e de chicle na época colonial britânica.
A melhor época para visitar San Ignacio
O clima é tropical, quente e úmido. No norte e no oeste do país, onde fica San Ignacio, chove em média 1.350 mm por ano, e entre janeiro e abril ou maio cai menos de 100 mm por mês. É a estação seca, a mais cômoda para ruínas e trilhas. A temporada chuvosa vai de maio a novembro, e nesse período furacões e enchentes são comuns no país. Fora da seca, o tempo é mais instável.
Como chegar a San Ignacio
A cidade fica a 101 km a oeste de Belize City e a 35 km de Belmopan. A fronteira com a Guatemala fica a oeste, e de San Ignacio sai o transfer para Flores, na Guatemala, de cerca de 4 horas. As duas cidades do rio, San Ignacio e Santa Elena, são ligadas por pontes, entre elas a Hawkesworth Bridge, de 1949, a única ponte pênsil do país, de uma só pista.
O que fazer em San Ignacio
- Visitar as ruínas maias da região, como Xunantunich, Cahal Pech, El Pilar e Caracol.
- Explorar as cavernas: Actun Tunichil Muknal, com esqueletos e cerâmicas, Barton Creek Cave, popular para passeios de canoa, e Crystal Cave, em St. Herman's, que exige uma descida de 4,5 metros.
- Passar um dia na Reserva Florestal Mountain Pine Ridge, com trilhas, cachoeiras, cavernas e ruínas.
- Conhecer a Reserva Natural Chaa Creek, à beira do rio.
- Andar pelo centro e atravessar a Hawkesworth Bridge até Santa Elena.
Entre as atividades que dá para reservar antes da viagem, há a Excursão a Xunantunich (5 horas), a Excursão a Lamanai (12 horas) e o Transfer a Flores (4 horas).
Um pouco de história
Os espanhóis chamavam a cidade de El Cayo, e em 19 de outubro de 1904 o governo de Honduras Britânica a declarou cidade. O nome vem de um riacho que, segundo a tradição local, cercava a área entre os rios Macal e Mopan e a transformava numa ilha, cayo em inglês. O riacho secou e deixou de existir. Hoje a população é em sua maioria mestiça, seguida de kriol, além de menonitas no entorno, de libaneses, de maias mopan e de uma comunidade chinesa considerável.
Onde se hospedar
San Ignacio e Santa Elena concentram hospedagem e serviços para as excursões. Quem prefere mata e rio encontra opções fora da cidade, como ao redor da reserva de Chaa Creek, já que o entorno é rico em reservas naturais.
Dicas práticas antes de ir
- Leve repelente, calçado que possa molhar e roupa de secagem rápida.
- Nas cavernas, os restos arqueológicos exigem cuidado: olhe e não toque.
- Se viajar entre maio e novembro, acompanhe a previsão de chuva e de furacões.
- O inglês é a língua oficial do país, e o espanhol é muito falado no oeste.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, com pelo menos três noites, para quem gosta de arqueologia e aventura. Juntar ruínas, cavernas e rio no mesmo roteiro, a partir de San Ignacio, é o que justifica a viagem. A cidade em si é pequena e simples, e serve de base.








