Antananarivo, chamada de Tana pelos locais, é a capital de Madagascar e a maior cidade do país, no centro da ilha, a cerca de 145 km da costa leste e a 1.275 metros de altitude. O nome significa "cidade dos mil", provavelmente por causa de mil colinas ou de mil guerreiros da guarda real merina. Vive ali cerca de 1,3 milhão de pessoas (censo de 2018), e o entorno urbano chega perto de 3 milhões. A cidade foi capital dos reis merina muito antes da colonização francesa, e isso se vê nas ladeiras, nas escadarias e nos palácios que coroam as colinas.
A melhor época para visitar Antananarivo
O clima é subtropical de altitude (Cwb): invernos suaves e secos e verões quentes e chuvosos. Quase toda a chuva cai de outubro a abril, e dias acima de 30 °C são raros. Por isso, a época mais confortável para passear a pé é a seca, de maio a setembro. Os concertos ao ar livre da capital também acontecem nessa estação.
Como chegar a Antananarivo
O Aeroporto Internacional de Ivato é o principal de Madagascar. O porto de Toamasina, o maior da ilha, fica a cerca de 215 km e se liga à capital por ferrovia. Dentro da cidade, prepare-se para trânsito intenso e ruas congestionadas, consequência do crescimento rápido.
O que fazer em Antananarivo
- Subir à Rova de Antananarivo, o complexo real no ponto mais alto da cidade, cuja silhueta domina o horizonte. O palácio Manjakamiadana, do século XIX, teve as paredes de pedra preservadas depois do incêndio de 1995.
- Visitar o Palácio Andafiavaratra, onde funciona um museu com objetos do antigo reino de Imerina, inclusive peças salvas do incêndio da Rova.
- Descer até a praça Andohalo, o antigo espaço público central.
- Andar pelo Analakely, o centro comercial no vale, onde o rei Andrianampoinimerina criou o primeiro mercado e decretou a sexta-feira (Zoma) como dia de feira.
- Conhecer o Zoológico de Tsimbazaza e os lagos da cidade, como o Anosy.
- Fazer uma excursão à colina real de Ambohimanga, a antiga capital de um dos reinos que a cidade acabou unindo.
Entre as atividades que dá para reservar antes da viagem, há a Excursão à colina real de Ambohimanga (4 horas), a Excursão privada às reservas de Analamazoatra e Vakona (10 horas) e o Tour de 9 dias por Madagascar (216 horas).
Um pouco de história
A cidade foi fundada por volta de 1610 ou 1625, segundo as versões, pelo rei Andrianjaka, que escolheu a colina de Analamanga para erguer a Rova. Em 1793, o rei Andrianampoinimerina conquistou a cidade e reuniu o reino, e seu filho, Radama I, controlou mais de dois terços da ilha. Até a metade do século XIX as casas eram de madeira e de fibras vegetais, e a pedra era reservada aos túmulos. Os franceses tomaram a cidade em 1895, transformaram-na em capital da colônia e deram a ela o nome de Tananarive. A independência veio em 1960.
Onde se hospedar
O centro, entre o Analakely e a avenida da Independência, que vai do mercado até a estação de trem de Soarano, reúne o comércio e os serviços e costuma ser o mais prático. Quem prefere o ambiente histórico pode procurar a cidade alta, a "haute ville", perto da Rova.
Dicas práticas antes de ir
- Leve um agasalho para as noites de inverno, porque a altitude esfria.
- Calce tênis resistente: há escadarias íngremes entre os níveis da cidade.
- Se quiser ver o Analakely em seu melhor, programe a visita para uma sexta-feira, o dia tradicional de feira.
- O trânsito é pesado: conte com tempo extra nos deslocamentos.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como escala de um a dois dias, já que quase todo viajante chega aqui e sai para outras partes da ilha. A cidade é caótica, barulhenta e cheia de ladeiras, mas tem história real, com palácios e mercados que funcionam há séculos. Quem só quer natureza vai preferir as reservas, e as saídas de um dia até elas também partem daqui.





