Argel é a capital e a cidade mais populosa da Argélia, no norte do país, na margem oeste de uma baía do mar Mediterrâneo. Os franceses a chamaram de "Alger, la Blanche" por causa dos edifícios brancos que sobem a encosta e ficam lindos vistos do mar. A cidade tem duas faces: a parte moderna, em terreno plano junto à costa, e a cidade antiga, que escala a colina até a casbá, a cerca de 120 metros acima do nível do mar.
É o tipo de capital que mistura Mediterrâneo, mundo árabe e herança francesa numa só caminhada. Quem espera uma cidade turística pronta vai se surpreender, para melhor ou para pior.
A melhor época para visitar Argel
O clima é mediterrâneo: verão seco e inverno suave e chuvoso. A proximidade do mar modera as temperaturas, e a cidade não sofre com os extremos dos desertos do interior. Chove pouco mais de 750 mm por ano, e a estação mais molhada vai de outubro a março. Primavera e outono são os períodos mais confortáveis para andar a pé pelas ladeiras da casbá. Neve é rara: em 2012 caíram 10 centímetros, depois de oito anos sem registro.
Como chegar a Argel
O Aeroporto Internacional Houari Boumediene é o maior e mais importante da Argélia. Para quem sai do Brasil, o caminho passa por conexão em outra cidade. Argel também tem um dos maiores portos do país e funciona como nó da rede rodoviária transafricana, o que a liga a Tunes, a leste, e a Rabat, a oeste. Na cidade, o árabe é a língua mais falada, e o francês é muito usado no comércio e no turismo.
O que fazer em Argel
O ponto mais importante é a casbá, um tipo de cidade islâmica antiga com ruínas da cidadela, mesquitas e palácios de estilo otomano. A UNESCO a inscreveu como Patrimônio da Humanidade em 1992. O resto da lista se divide entre mesquitas, praças e museus.
- A Mesquita Grande (Jamaa-el-Kebir), considerada a mais antiga da cidade, com minarete de 1324.
- A Mesquita Nova, do século XVII, com planta em cruz grega e grande cúpula branca.
- A Mesquita Ketchaoua, no sopé da casbá, que foi catedral antes da independência e mistura estilos mourisco e bizantino.
- A basílica de Notre-Dame d'Afrique, construída entre 1858 e 1872 nas colinas de Bouzareah, a 3 km ao norte, com vista para o mar.
- O Museu Bardo, instalado em uma antiga mansão turca, e a Praça dos Mártires.
Para quem quer guia, existem três opções: o tour por Argel, de oito horas, a visita guiada pela casbá, de três horas, e a excursão a Cherchell e Tipasa, também de oito horas. Se o tempo é curto, a visita pela casbá é a que mais rende: as ruas são estreitas, e sozinho você perde boa parte do contexto.
Onde se hospedar
A parte moderna, junto à costa, fica perto do porto e dos edifícios do governo. Já a cidade antiga, perto da casbá e da Mesquita Ketchaoua, deixa você a pé dos pontos históricos. Se a ideia é ver só a casbá, prefira a área próxima a ela, sem depender de transporte para as ladeiras.
Dicas práticas antes de ir
- A religião predominante é o islamismo sunita. Vista-se com discrição, principalmente ao entrar em mesquitas.
- Leve sapato confortável. A casbá é toda em ladeira e degrau.
- Reserve a excursão com guia em vez de improvisar. Cherchell e Tipasa ficam fora da cidade, e o dia é longo.
- Confira as exigências de visto e de entrada para a Argélia antes de comprar a passagem.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para quem já gosta de história e de cidades que não foram feitas para turista. Argel tem casbá, mesquitas históricas e uma baía bonita, mas exige planejamento e uma certa disposição para improvisar. Como primeira viagem ao norte da África, o Marrocos é mais fácil. Como segunda ou terceira, Argel surpreende.




