Luanda é a capital e a maior cidade de Angola, na costa do oceano Atlântico. A área urbana tem cerca de 9 milhões de habitantes, o que a torna a capital lusófona mais populosa do mundo. Foi fundada em janeiro de 1576 pelo explorador português Paulo Dias de Novais, como São Paulo da Assunção de Loanda, e foi centro do comércio de escravos para o Brasil, o que a liga diretamente à história do Brasil. Hoje é uma cidade grande e de contrastes: prédios novos na Marginal, ruas estreitas na Baixa e musseques, as favelas locais, em volta.
A melhor época para visitar Luanda
O clima é quente, tropical e, ao contrário do que muita gente espera, seco: a corrente fria de Benguela impede a formação de chuva na maior parte do ano. Entre maio e outubro quase não chove. O período chamado cacimbo, de junho a agosto, traz nevoeiro e noites que podem chegar a 15 °C. A chuva é curta e concentrada em março e abril, num total de uns 325 mm por ano, com grande variação de um ano para o outro. Para passeios ao ar livre, de maio a outubro é mais previsível.
Como chegar a Luanda
A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o maior e mais movimentado de Angola e um dos mais movimentados do continente, com ligações para as capitais das províncias, para cidades africanas e para o resto do mundo. Dentro da cidade, o principal meio de transporte são os candongueiros, vans azuis e brancas de uso coletivo e funcionamento bastante informal. Há também trens suburbanos a partir da estação do Bungo, no centro, com destino a Catete.
O que fazer em Luanda
O ponto de partida é a Baixa, a cidade antiga, junto ao porto, com ruas estreitas e prédios dos tempos coloniais. A Cidade Alta é a “cidade nova”.
- Marginal (Avenida 4 de Fevereiro): o cartão-postal da cidade, à beira da baía, onde moradores caminham e se exercitam todo dia.
- Ilha de Luanda: na entrada da baía, com praias de areia branca e coqueiros e muitos bares e restaurantes.
- Fortaleza de São Miguel: uma das duas fortalezas históricas de Luanda, hoje tratada como museu.
- Museu Nacional da Escravatura: conta a história do tráfico, central para entender a cidade e a ligação com o Brasil.
- Sé Catedral de Luanda e as igrejas de Nossa Senhora do Cabo e do Carmo.
- Memorial Dr. António Agostinho Neto, conhecido como Foguetão, e o Palácio de Ferro.
- Teatros e cinema: o Teatro Elinga, o Teatro Avenida e o Cine Atlântico.
Onde se hospedar
A Baixa é a parte histórica, junto ao porto, e a Cidade Alta é a parte nova; a ilha é o lado de lazer, com bares e restaurantes. Como a cidade é enorme, escolha a região conforme o que você vai visitar.
Gastronomia
A cozinha angolana tem muito a ver com a brasileira: o milho, a mandioca (bombó) e o feijão vieram das Américas pelas mãos dos portugueses. Procure o mufete, o calulu, a moamba de galinha, o funge de bombó ou de milho, o feijão com óleo de palma e a cocada, que tem o mesmo nome do doce brasileiro. Lulas, polvos e camarão também entram em muitos pratos.
Dicas práticas antes de ir
- Apenas cerca de 20% da cidade tem água e saneamento básico, segundo dados recentes; tome cuidado com água e alimentos.
- O idioma é o português, e a música é parte do cotidiano: kizomba, semba e kuduro.
- O Carnaval de Luanda tem atraído cada vez mais visitantes.
- A cidade é muito grande: combine os deslocamentos com antecedência, já que o transporte coletivo é informal.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para o viajante que se interessa por história e cultura lusófona, em especial brasileiros, pelos laços da escravidão e da língua. Não é destino de turismo fácil: o transporte urbano é informal e a infraestrutura de saneamento é limitada. Três dias para a Baixa, a Marginal, o museu da escravatura e a ilha bastam para uma primeira leitura da cidade.









